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Andy Murray: A luta entre as vitórias e as dores

Muito se fala do legado inegável que o Big Three trouxe para o tênis, mas hoje, gostaria de lembrar de um jogador que enfrentou os três maiores da história.


Nessas férias, estava eu trocando de canal e parei no Sportv 3. Estava passando a final de simples masculina dos jogos olímpicos Rio-2016. A final foi entre Andy Murray (que defendia sua medalha de ouro em Londres-2012 ao bater nada mais nada menos que o Pai da Grama, Roger Federer) contra Juan Martín Del Potro. A épica partida durou mais de 4 horas, a final era disputada em melhor de 5 sets. Andy Murray ganhou por 3 sets a 1, parciais de 7/5, 4/6, 6/2 e 7/5. O primeiro e único tenista (masculino e feminino) bicampeão olímpico de modo consecutivo.


Fonte: ABC News
Fonte: ABC News

Andy Murray conquistou 46 títulos nível ATP, sendo 3 Grand Slams: US Open 2012 sobre Novak Djokovic; Wimbledon duas vezes, 2013 sobre Djokovic e em 2016 sobre Milos Raonic. Além de 14 Masters 1000. A carreira Andy Murray é marcada por uma resiliência extraordinária, especialmente por ter brilhado na era mais competitiva da história do tênis masculino. Em 2016, fecha o ano como número 1 do mundo, quebrando o domínio do Big Three por mais de uma década.


O Início e a Ascensão (2006–2011)


Murray se consolidou como um dos melhores do mundo, acumulando títulos em torneios Masters 1000 e ATP 500/250.


2006: Primeiro título ATP em San Jose, derrotando Lleyton Hewitt.


2008: Vence seus primeiros Masters 1000 (Cincinnati e Madrid) e alcança sua primeira final de Grand Slam no US Open.


2009–2011: Conquista 13 títulos no total, incluindo os Masters de Miami, Canadá e Xangai, atingindo pela primeira vez a 2ª posição do ranking mundial.


A Glória Máxima (2012–2016)

Este é o período de maior domínio de Murray:

2012: Ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (vencendo Federer na grama) e seu primeiro Grand Slam no US Open.


2013: Faz história ao se tornar o primeiro britânico em 77 anos a vencer Wimbledon.


2015: Lidera a Grã-Bretanha ao título da Copa Davis e vence os Masters de Madrid e Canadá.


2016 (O Ano de Ouro): Vence Wimbledon pela segunda vez. Conquista o Bicampeonato Olímpico individual na Rio-2016.


Vence o ATP Finals e termina o ano como Número 1 do Mundo.

No entanto, em 2017 a 2019, Murray enfrenta lesões em seu quadril que quase o tiraram do tênis. Este período é retratado no belo documentário: “Andy Murray: Resurfacing”, lançado em 2019 pela Prime Vídeo. Vale a pena assistir este documentário que retrata os dois anos mais dramáticos da carreira de Andy Murray Após anos no topo, dividindo as quadras com Federer, Nadal e Djokovic, Murray enfrenta uma lesão devastadora no quadril que o leva do posto de número 1 do mundo à beira da aposentadoria precoce.


Amazon Prime Video
Amazon Prime Video

O documentário registra as cenas de Murray em salas de cirurgia, sessões de fisioterapia exaustivas e momentos de desânimo total em sua casa. O momento mais icônico ocorreu no Australian Open de 2019, quando Murray, em lágrimas, anunciou que aquele poderia ser seu último torneio. O processo de colocação de uma prótese de metal no quadril (uma cirurgia invasiva e rara para atletas de elite) e seu retorno improvável às vitórias no circuito da ATP.

O documentário dirigido por Olivia Cappuccini humaniza Murray, mostrando que, por trás daquele atleta metódico e às vezes ranzinza em quadra, há um pai de família e um homem apaixonado pelo esporte a ponto de arriscar a mobilidade futura para poder jogar mais uma partida. O filme conta com entrevistas de seus maiores rivais — Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic — que oferecem uma perspectiva única sobre o nível de competitividade de Murray e o respeito que ele impunha em quadra.

O Título do Retorno (2019)

Após a cirurgia de quadril mencionada no documentário Resurfacing, Murray alcançou o que muitos consideravam impossível. Campeão do ATP 250 de Antuérpia, derrotando Stan Wawrinka na final. Este foi seu último título de simples no circuito ATP, simbolizando sua superação física.

Andy Murray se aposentou oficialmente em 2024, após os Jogos Olímpicos de Paris, deixando um legado como o maior tenista britânico da Era Aberta. Andy Murray simboliza a luta entre as vitórias que assistimos na TV e as dores dos bastidores.

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