Biomecânica do saque e prevenção de lesões no ombro
- Jonas Silva
- há 6 dias
- 1 min de leitura
O saque é o gesto mais complexo e poderoso do tênis. Ele exige mobilidade, força, coordenação e timing perfeito. Mas também é o movimento que mais sobrecarrega o ombro, principalmente quando existe técnica inadequada ou fraqueza muscular.
A biomecânica do saque envolve quatro fases principais: preparação, lançamento da bola, aceleração e desaceleração. Cada uma delas exige contribuições importantes do core, quadril, coluna torácica e cintura escapular.
Quando o movimento não flui de forma integrada, o ombro passa a compensar — e é aí que surgem tendinopatias, impacto subacromial e dores recorrentes.
Um dos fatores mais importantes para a saúde do ombro é a mobilidade torácica. Quando a região torácica é rígida, o atleta compensa com rotação excessiva do ombro, aumentando tensão no manguito rotador. Da mesma forma, fraqueza do core reduz transferência de energia entre membros inferiores e superiores, sobrecarregando estruturas articulares.
No braço dominante, o manguito rotador precisa estar bem condicionado para suportar não apenas a fase explosiva de aceleração, mas também a fase de desaceleração — que é, paradoxalmente, a mais lesiva. Fortalecimento de rotadores externos, serrato anterior e trapézio médio é fundamental.
A técnica do saque também influencia diretamente o risco de lesão. Toss muito baixo, quebra precoce de punho e abertura exagerada da raquete são erros comuns que aumentam o torque no ombro.
Treinadores, fisioterapeutas e atletas devem trabalhar juntos para integrar força, controle motor e técnica. Essa combinação reduz risco de lesões e melhora potência e precisão no saque





Comentários